mar
12
A belíssima arte de educar

Uma dádiva da por Deus a nós humanos é a capacidade de educar e também ser educado. A vida é constituída de aprendizados e ensinamentos. Saber educar constitui-se, então, numa missão árdua, porém gratificante. Recebi este slide – “Educar”, com lindas imagens e um texto maravilhoso escrito por Rubem Alves. Estou certo que você vai amar esta mensagem.



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mar
8
Às mulheres que se amam e que amamos

Neste Dia Internacional da Mulher, escolhi o texto “Mulheres”, de Luís Fernando Veríssimo, o qual expressa uma (ou várias) realidade desse ser maravilhoso criado por Deus: Mulher, com M maiúsculo, porque é homenagem.
Particularmente, homenageio as mulheres da minha vida: Sonia, Lívia, Evelyn e Giovanna. Sem vocês minha vida seria um grande vazio.

mulher1Mulheres

Certo dia parei para observar as mulheres e só pude concluir uma coisa: elas não são humanas. São espiãs. Espiões de Deus, disfarçados entre nós.

Pare pra refletir sobre o sexto-sentido. Alguém duvida de que ele exista? E como explicar que ela saiba exatamente qual mulher, entre as presentes em uma reunião, seja aquela que dá em cima de você? E quando ela antecipa que alguém tem algo contra você, que alguém está ficando doente ou que você quer terminar o relacionamento? E quando ela diz que vai fazer frio e manda você levar um casaco? Rio de Janeiro, 40 graus, você vai pegar um avião pra São Paulo. Só meia-hora de vôo. Ela fala pra você levar um casaco, porque “vai fazer frio”. Você não leva. O que acontece? O avião fica preso no tráfego, em terra, por quase duas horas, depois que você já entrou, antes de decolar. O ar condicionado chega a pingar gelo de tanto frio que faz lá dentro! Começam os murmúrios: “bem que minha mãe avisou”; “a minha namorada chegou a tirar meu casaco do armário e eu não quis trazer”… As passageiras simplesmente tiram os casacos das bolsas. Como é que elas sabiam?

“Leve um sapato extra na mala, querido. Vai que você pisa numa poça…” Se você não levar o “sapato extra”, meu amigo, leve dinheiro extra para comprar outro. Pois o seu estará, sem dúvida, molhado… O sexto-sentido não faz sentido! É a comunicação direta com Deus!
Assim é muito fácil…

As mulheres são mães! E preparam, literalmente, gente dentro de si. Será que Deus confiaria tamanha responsabilidade a um reles mortal? E não satisfeitas em gerar a vida, elas insistem em ensinar a vivê-la, de forma íntegra, oferecendo amor incondicional e disponibilidade integral.
Fala-se em “praga de mãe”, “amor de mãe”, “coração de mãe”… Tudo isso é meio mágico… Talvez Ele tenha instalado o dispositivo “coração de mãe” nos “anjos da guarda” de Seus filhos (que, aliás, foram criados à Sua imagem e semelhança…).

E sua beleza? No reino animal, em geral, o macho é o mais belo. O leão, o pavão, o condor… Nem é preciso dizer que a raça humana foge à regra…

As mulheres choram. Ou vazam? Ou extravasam? Homens também choram, mas é um choro diferente. As lágrimas das mulheres têm um não sei quê que não quer chorar, um não sei quê de fragilidade, um não sei quê de amor, um não sei quê de tempero divino, que tem um efeito devastador sobre os homens… É choro feminino. É choro de mulher…

Já viram como as mulheres conversam com os olhos? Elas conseguem pedir uma a outra para mudar de assunto com apenas um olhar. Elas fazem um comentário sarcástico com outro olhar. E apontam uma terceira pessoa com outro olhar. Quantos tipos de olhar existem? Elas conhecem todos… Parece que freqüentam escolas diferentes das que freqüentam os homens! E é com um desses milhões de olhares que elas enfeitiçam os homens. En-fei-ti-çam!

E tem mais! No tocante às profissões, por que se concentram nas áreas de Humanas? Para estudar os homens, é claro! Embora algumas disfarcem e estudem. Exatas… Nem mesmo Freud se arriscou a adentrar nessa seara. Ele, que que estudou, como poucos, o comportamento humano, disse que a mulher era “um continente obscuro”. Quer evidência maior do que essa?

Qualquer um que ama se aproxima de Deus. E com as mulheres também é assim. O amor as leva pra perto dEle, já que Ele é o próprio amor. Por isso dizem “estar nas nuvens”, quando apaixonadas.

É sabido que as mulheres confundem sexo e amor. E isso seria uma falha, se não obrigasse os homens a uma atitude mais sensível e respeitosa com a própria vida. Pena que eles nunca verão as mulheres-anjos que têm ao lado. Com todo esse amor de mãe, esposa e amiga, elas ainda são mulheres a maior parte do tempo. Mas elas são anjos depois do sexo-amor. É nessa hora que elas se sentem o próprio amor encarnado e voltam a ser anjos. E levitam. Algumas até voam. Mas os homens não sabem disso. E nem poderiam. Porque são tomados por um encantamento que os faz dormir nessa hora…


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mar
6
Como se escreve…?

Lembro-me de quando minhas filhas ficavam me esperando para me mostrarem seus trabalhinhos da escola, os presentinhos que ganhavam ou queriam brincar comigo. Por várias vezes cheguei muito tarde em casa (trabalhava em dois empregos) e saía muito cedo e os nossos desencontros eram constantes.

Emocionei-me demais ao ler esta historinha. Graças a Deus, hoje tenho um pouco mais de tempo para dar atenção às filhas, já “grandonas” (28 e 25 anos), dedicando-me mais aos netos Gabriel (12) e Giovanna (6).
triste

“Quando eu tinha somente cinco anos, a professora do jardim de infância pediu aos alunos que fizéssemos um desenho de alguma coisa que amávamos. Eu desenhei a minha família. Depois, tracei um grande círculo com lápis vermelho ao redor das figuras. Desejando escrever uma palavra acima do círculo, saí de minha mesinha e fui até à mesa da professora e disse:
– Professora, como a gente escreve…?
Ela não me deixou concluir a pergunta. Mandou-me voltar para o meu lugar e não me atrever mais a interromper a aula. Dobrei o papel e o guardei no bolso.
Quando retornei para casa, naquele dia, me lembrei do desenho e o tirei do bolso. Alisei-o bem sobre a mesa da cozinha, fui até minha mochila, peguei um lápis e olhei para o grande círculo vermelho. Minha mãe estava preparando o jantar, indo e vindo do fogão para a pia. Eu queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para ela e disse. Mamãe, como a gente escreve…?
– Menino, não dá para ver que estou ocupada agora? Vá brincar lá fora. E não bata a porta, foi a resposta dela. Dobrei o desenho e guardei no bolso.

Naquela noite, tirei outra vez o desenho do bolso. Olhei para o grande círculo vermelho, e peguei o lápis. Queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para meu pai. Alisei bem as dobras e coloquei o desenho no chão da sala, perto da poltrona reclinável do meu pai e disse:
– Papai, como a gente escreve…?
pai– Estou lendo o jornal e não quero ser interrompido. Vá brincar lá fora. E não bata a porta. Dobrei o desenho e o guardei no bolso novamente.

No dia seguinte, quando minha mãe separava a roupa para lavar, encontrou no bolso da calça enrolados no papel, uma pedrinha, um pedaço de barbante e duas bolinhas de gude. Todos os meus “tesouros” que eu catara enquanto brincava fora de casa. Ela nem abriu o papel. Atirou tudo no lixo.
Os anos passaram…
Quando tinha 28 anos, minha filha de cinco anos, fez um desenho. Era o desenho da sua (minha) família. Sorri quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e me disse.
– Este aqui é você, papai!
Olhei para o grande círculo vermelho feito por minha filha ao redor das figuras, e lentamente comecei a passar o dedo sobre o círculo. Ela desceu rapidamente do meu colo e avisou:
– Eu volto logo!
E voltou. Com um lápis na mão. Acomodou-se outra vez nos meus joelhos, posicionou a ponta do lápis perto do topo do grande círculo vermelho e perguntou.
– Papai, como a gente escreve amor?
crianca-perguntaAbracei minha filha, tomei a sua mãozinha e a fui conduzindo, devagar, ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia:
– Amor… Amor, querida, se escreve com as letras T…E…M…P…O (TEMPO).

Conjugue o verbo amar todo o tempo. Use o seu tempo para amar. Crie um tempo extra para amar, não esquecendo que para os filhos, em especial, o que importa é ter quem ouça e
opine, quem participe e vibre, quem conheça e incentive. Não espere seu filho ter que descobrir sozinho como se soletra amor, família, afeição.
Por fim, lembre-se: se você não tiver tempo para amar, crie. Afinal, o ser humano é um poço de criatividade e o tempo… bom, o tempo é uma questão de escolha.

Desconheço o autor


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mar
6
Sua marca é deixada nos detalhes

Cada um de nós faz parte da história do planeta. E esta história é composta de detalhes deixados por cada um de nós naquilo que fazemos. Mesmo os maiores destaques têm, em sua história, fatos registrados semelhantes aos que aconteceram conosco.

“Diz um pensamento: “Não importa o que esteja fazendo, faça de maneira especial, porque sua marca é deixada nos detalhes” (desconheço a autoria).

Conta-se que, Abraham Lincoln, quando tomou posse como Presidente dos Estados Unidos, toda a classe dominante americana sofreu um choque. Imagine, um lenhador, filho de sapateiro, assumir a presidência do maior país das Américas.

lincolnblogEste desenho do Presidente Lincoln foi feito pelo Professor Albano, um amigo muito querido aqui do diHitt , o qual tem uma história interessantíssima, assim como do próprio Abraham Lincoln. Leia “Meu encontro com Lincoln“. Se quiser ler mais sobre Lincoln, veja “UM POUCO DE HISTÓRIA“.

Convocado pela classe política, diante das galerias lotadas,  um senador fez uma pergunta sarcástica: “O senhor pretende administrar os Estados Unidos como se fosse uma grande sapataria?… Porque o pai de V.Sª. era um sapateiro, e não tem como negar, pois estou usando um sapato feito por ele!”

Lincoln tranquilamente respondeu: “É bom o senhor trazer a lembrança de meu pai neste momento, pois ele gostaria de estar aqui agora.

Meu pai não era um simples sapateiro, era o melhor sapateiro dos EUA, e quem me comprova isso é o senhor, pois depois de tanto tempo que ele morreu o senhor ainda está usando um sapato feito por ele”. E complementou: “Mas não apenas meu pai foi sapateiro, eu fui lenhador, e depois de um dia exaustivo de trabalho, ainda ia estudar Direito por correspondência, para poder ter o direito de ser Presidente de Vossa Senhoria.”

E concluiu, olhando para a platéia que o assistia: “Orem por mim, para que eu seja tão bom Presidente, quanto o meu pai foi tão bom sapateiro!”.

Há quem tenha vergonha da sua origem, do antepassado pobre ou dos pais que não estudaram, da origem humilde. Ao contrário, deveria orgulhar-se da sua vida construída com dignidade.

Você professor, médico, motorista, gari, balconista, jornalista, mecânico… empreendedor desta vida, com ou sem profissão, homem e mulher, que tanto tem trabalhado para conquistar um lugar ao sol; que tem lutado para dar o melhor para os seus filhos, deve orgulhar-se do trabalho das suas mãos. Tudo o que tem (ou que não tem) é fruto do seu trabalho, da habilidade, do esforço, do suor do seu rosto. Pode dizer com cabeça erguida que não defraudou ninguém, nem acumulou aquilo que não era seu.

Sou filho de um gari, hoje aposentado, com 80 anos, que foi casado com uma costureira (minha mãe já é morta), que muito lutou para que os filhos pudessem estudar. Fui faxineiro, vendi picolé na rua e servi cafezinho no escritório. Orgulho-me dos meus pais; da minha infância sofrida juntamente com meus irmãos, e de tudo o que Deus nos possibilitou conquistar com muito esforço.
Creia! Você que lê este post tem deixado também a sua marca. Marca esta deixada nos detalhes. Não chegamos à Presidência, mas trabalhamos para aqueles que chegaram lá.

(publicado em 04/03/09; republicado devido à perda no banco de dados)


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