abr
4
Os pinheiros sabem quando é a Páscoa

Estamos nos aproximando da Páscoa. Por ser uma data especial é costume os amigos trocarem felicitações, enviarem cartões e também muitas mensagens.
Já tem um tempinho que recebi este slide. Todas as vezes que o vejo fico a meditar no amor de Deus por cada um de nós.
Paulo, escrevendo pela primeira vez aos Coríntios diz: “Joguem fora o velho fermento do pecado para ficarem completamente puros. Aí vocês serão como massa nova e sem fermento, como vocês, de fato, já são. Porque a nossa Festa da Páscoa está pronta, agora que Cristo, o nosso Cordeiro da Páscoa, já foi oferecido em sacrifício” (I Coríntios 5:7).

O slide, de Vinna Mara que vocês irão ver a seguir mostra uma linda obra da arte divina na natureza que Ele criou.
Antecipadamente desejo a todos uma abençoada e maravilhosa Páscoa.



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mar
31
Avós são o máximo

Vocês já devem estar acostumados quando digo que chorei ao ler uma mensagem, ao ver um slide, ao assistir um video… Faz parte da minha personalidade, do meu jeito de ser.
Recebi este slide de um avô como eu, o Álvaro Muzi. Pessoa simpática, amiga, carismática, daquelas que temos o prazer de estar perto.




Talvez queiram me perguntar: “Mas por que você chorou ao ver este slide?” Responderei dizendo que foi por algumas coisinhas que mexem com o coração da gente. Primeiro, porque quando nossos filhos são pequenos, estamos tão preocupados em lhes dar o melhor, que não damos conta que o melhor e o mais precioso para eles, inclusive para o seu bem estar, é lhes dar toda atenção que reivindicam. Temos medo de que, ao parar para lhes dar atenção, não conseguiremos fazer mais nada. Ledo engano! Quando lhe damos a atenção devida, a criança se satisfaz e vai fazer as suas coisas de criança. Se toda hora vêm nos perguntar ou pedir alguma coisa é porque estamos deixando a desejar.
Em segundo lugar, queremos que os nossos filhos sejam inteligentes, que se destaquem. E mais uma vez pensamos que vamos conseguir isto trabalhando mais para lhes dar uma boa escola, bons livros e até um computador. Outro engano. Nossos filhos serão tão quanto ou melhor inteligentes que nós, se pararmos para lhes explicar o “manual da vida”; como funciona isto, como funciona aquilo, porque isso, porque aquilo. É na idade que eles têm maior capacidade de aprendizado e assimilação que falhamos e faltamos com as informações. A Bíblia diz: “Instrui a criança no caminho que deve andar e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios 22:6). E não esquecerá mesmo.
Por último quero dizer que choro, não de remorso ou pelo que deixei de fazer, de responder, por perceber que as crianças têm muito a nos ensinar. Quando começam com aqueles “por quês?” estão nos proporcionando a oportunidade ímpar de nos reciclarmos, de ampliarmos o universo do nosso conhecimento buscando e oferecendo informações para elas e para nós mesmos.
É aí que nos tornamos o máximo. Quando chegamos à segunda geração e nos tornamos avós. Já fizemos a “graduação filhos”, iniciamos a pós-graduação netos”, se tivermos o privilégio, cursaremos o “mestrado bis-netos” e o “doutorado tri-netos” se Deus assim o permitir.
Viu por que ser avó é ser o máximo?


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mar
29
Adote um adulto

Há dias em que a melhor coisa que poderia nos acontecer é voltarmos a ser crianças. Este texto, de Patrícia Gebrim, fez-me ver que isto é possível. Voltamos a ser crianças quando damos as mãos a uma e vamos brincar com ela. Quando esquecemo-nos das coisas e do mundo dos adultos, para entrar no mundo da fantasia e imaginação. Como precisamos voltar a sermos crianças!
Permita-se adotado por uma, vai! Tem um montão de crianças esperando para adotá-lo (a), ainda que seja por um dia apenas.

“Adote um adulto e ensine a ele coisas que ele já esqueceu.
Você pode adotar seu pai, mãe, tio, um amigo virtual, marido, namorado…
O importante é encontrar alguém que precise ser adotado, precise voltar a ser criança.
Como reconhecer?
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É fácil reconhecer os adultos que mais precisam ser adotados: eles costumam ser ranzinzas, mal-humorados e cheios de coisas para fazer.
São sérios demais, vivem reclamando do que fazem, não gostam de barulho, de música ou de coisas inesperadas.
Odeiam surpresas e geralmente não gostam de comer doces ou andar descalços.
Aposto que conhecemos muitos assim ….. !!!
O QUE FAZER?

Depois que tiver escolhido, chegue perto, de mansinho e, com muita paciência, vá ensinando a ele como ser criança outra vez. 42-16386227
Faça um lindo desenho e dê a ele de presente.
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Ensine-o a fazer as nuvens crescerem (na imaginação);

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a aprender a gostar de carinho (comece com 1, 2, 3 beijos; beijo é bom!);

a acreditar em anjos, dragões (conte-lhes uma história onde ele será o herói, e matará o dragão feroz que existe dentro dele); tn_adote-1-adulto-32

a chupar pedrinha de gelo; a olhar o céu, desejar que os sonhos deles virem algodão doce, só por um momento …

O importante, será não desistir… e lembre-se, o que é fácil para nós, pode ser difícil para eles.
Muitos esqueceram a criança que existe dentro de cada um…”

Patricia Gebrim, é psicóloga e escritora.


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mar
27
Investir em educação é contra a lei



Dizer que o Brasil é o país dos absurdos é “chover no molhado”, mas tem coisas que mexem com o coração da gente e provoca um reboliço no estômago. Recebi esta mensagem hoje, contendo o desabafo de um conhecido empresário de São Leopoldo, RS. Esta semana foi a “das muitas cartas”, daquelas para acordar o povo e ver se quem precisa tomar vergonha na cara se emenda. É provável que levantem pessoas a favor do fiscal do INSS, “pois só está fazendo valer o que está escrito na lei”. Mas, e a lei maior? A Constituição também não diz que educação é direito do cidadão?


São Leopoldo, vista aérea

Eis o seu desabafo:
“Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam e fazem este País: investir em educação é contra a lei. Vocês não acreditam?
Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa. Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá. Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo. Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico.

Este ano, um fiscal do INSS visitou a empresa e entendeu que educação é salário indireto. Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS. Tenho que pagar 26 mil reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários? Eu acho que não. Por isso recorri à Justiça. Não é pelo valor, é porque acho essa tributação um atentado. Estou revoltado. Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1000 vezes.

O Estado brasileiro está falido. Mais da metade das crianças que iniciam a 1ª série não conclui o ciclo básico. A Constituição diz que educação é direito do cidadão e dever do Estado. E quem é o Estado? Somos todos nós. Se a União não tem recursos e eu tenho, acho que devo pagar a escola dos meus funcionários. Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado. Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz. Se a moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar. Não temos mais tempo a perder.

As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas. A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos. Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz. Vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum.

Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo. Completei o 1º grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica. Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo. Eu precisava fazer minha empresa crescer. Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar.

Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo. A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos funcionários já estão chegando à Universidade. O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais. Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe. Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça. Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer… E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque a empresa oferece essa oportunidade. O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não teria qualquer aproveitamento prático na Geremia. No mínimo, ele trabalhará mais feliz.

Meu sonho de consumo sempre foi uma Mercedes-Benz. Adiei minha realização várias vezes porque, como cidadão consciente do meu dever social, quis usar meu dinheiro para fazer alguma coisa pelos meus 280 empregados. Com os valores que gastei no ano passado na educação deles, eu poderia ter comprado duas Mercedes. Teria mandado dinheiro para fora do país e não estaria me incomodando com leis absurdas. Mas não consigo fazer isso. Sou um teimoso.

No momento em que o modelo de Estado que faz tudo está sendo questionado, cabe uma outra pergunta. Quem vai fazer no seu lugar? Até agora, tem sido a iniciativa privada. Não conheço, felizmente, muitas empresas que tenham recebido o tratamento que a Geremia recebeu da Previdência por fazer o que é dever do Estado. As que foram punidas preferiram se calar e, simplesmente, abandonar seus programas educacionais. Com esse alerta temo desestimular os que ainda não pagam os estudos de seus funcionários. Não é o meu objetivo.

Eu, pelo menos, continuarei ousando ser empresário, a despeito de eventuais crises, e não vou parar de investir no meu patrimônio mais precioso: as pessoas.

Eu sou mesmo teimoso.”

Silvino Geremia
Diretor Presidente

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Bairro de NH e São Leopoldo ao fundo

(Silvino Geremia é empresário em São Leopoldo, RS, cidade que tem um dos menores índices de analfabetismo e mendicância do País)


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