out
28
Duas histórias fantásticas

História número um

Há muitos anos, Al Capone controlava virtualmente Chicago. Capone não era famoso por nenhum ato heróico. Ele era notório por empastar a cidade com tudo relativo a contrabando, bebida, prostituição e assassinatos. Capone tinha um advogado apelidado ‘Easy Eddie’. Era o seu advogado por um excelente motivo. Eddie era muito bom! Sua habilidade, manobrando no cipoal legal, manteve Al Capone fora da prisão por muito tempo.


Capone e seu advogado ‘Easy Eddie’


Para mostrar seu apreço, Capone lhe pagava muito bem. Não só o dinheiro era grande, como Eddie também tinha vantagens especiais. Por exemplo, ele e a família moravam em uma mansão protegida, com todas as conveniências possíveis. A propriedade era tão grande que ocupava um quarteirão inteiro em Chicago. Eddie vivia a vida da alta roda de Chicago, mostrando pouca preocupação com as atrocidades que ocorriam à sua volta.

No entanto, Easy Eddie tinha um ponto fraco. Ele tinha um filho que amava afetuosamente. Eddie cuidava que seu jovem filho tivesse o melhor de tudo: roupas, carros e uma excelente educação. Nada era poupado. Preço não era objeção. E, apesar do seu envolvimento com o crime organizado, Eddie tentou lhe ensinar o que era certo e o que era errado. Eddie queria que seu filho se tornasse um homem melhor que ele. Mesmo assim, com toda a sua riqueza e influência, havia duas coisas que ele não podia dar ao filho: ele não podia transmitir-lhe um nome bom ou um bom exemplo.

Um dia, o Easy Eddie chegou a uma decisão difícil. Easy Eddie tentou corrigir as injustiças de que tinha participado.

Ele decidiu que iria às autoridades e contaria a verdade sobre Al ‘Scarface’ Capone, limpando o seu nome manchado e oferecendo ao filho alguma semelhança de integridade. Para fazer isto, ele teria que testemunhar contra a quadrilha, e sabia que o preço seria muito alto. Ainda assim, ele testemunhou. Em um ano, a vida de Easy Eddie terminou em um tiroteio em uma rua de Chicago.

Mas aos olhos dele, ele tinha dado ao filho o maior presente que poderia oferecer, ao maior preço que poderia pagar. A polícia recolheu em seus bolsos um rosário, um crucifixo, uma medalha religiosa e um poema, recortado de uma revista.

O poema: ‘O relógio de vida recebe corda apenas uma vez e nenhum homem tem o poder de decidir quando os ponteiros pararão, se mais cedo ou mais tarde.”

Filhos não seguem conselhos. Seguem exemplos.

Agora é o único tempo que você possui. Viva, ame e trabalhe com vontade. Não ponha nenhuma esperança no tempo, pois o relógio pode parar a qualquer momento.’

História número dois

A Segunda Guerra Mundial produziu muitos heróis. Um deles foi o Comandante Butch O’Hare. Ele era um piloto de caça, operando no porta-aviões Lexington, no Pacífico Sul.


Comandante Butch O’Hare


Um dia, o seu esquadrão foi enviado em uma missão. Quando já estavam voando, ele notou pelo medidor de combustível que alguém tinha esquecido de encher os tanques. Ele não teria combustível suficiente para completar a missão e retornar ao navio. O líder do vôo o instruiu a voltar ao porta-aviões. Relutantemente, ele saiu da formação e iniciou a volta à frota.

Quando estava voltando ao navio-mãe viu algo que fez seu sangue gelar: um esquadrão de aviões japoneses voava na direção da frota americana. Com os caças americanos afastados da frota, ela ficaria indefesa ao ataque. Ele não podia alcançar seu esquadrão nem avisar a frota da aproximação do perigo. Havia apenas uma coisa a fazer. Ele teria que desviá-los da frota de alguma maneira..

Afastando todos os pensamentos sobre a sua segurança pessoal, ele mergulhou sobre a formação de aviões japoneses. Seus canhões de calibre 50, montados nas asas, disparavam enquanto ele atacava um surpreso avião inimigo e em seguida outro. Butch costurou dentro e fora da formação, agora rompida e incendiou tantos aviões quanto possível, até que sua munição finalmente acabou. Ainda assim, ele continuou a agressão. Mergulhava na direção dos aviões, tentando destruir e danificar tantos aviões inimigos quanto possível, tornando-os impróprios para voar. Finalmente, o exasperado esquadrão japonês partiu em outra direção.

Profundamente aliviado, Butch O’Hare e o seu avião danificado se dirigiram para o porta-aviões. Logo à sua chegada ele informou seus superiores sobre o acontecido. O filme da máquina fotográfica montada no avião contou a história com detalhes. Mostrou a extensão da ousadia de Butch em atacar o esquadrão japonês para proteger a frota. Na realidade, ele tinha destruído cinco aeronaves inimigas.

Isto ocorreu no dia 20 de fevereiro de 1942, e por aquela ação Butch se tornou o primeiro Ás da Marinha na 2ª Guerra Mundial, e o primeiro Aviador Naval a receber a Medalha Congressional de Honra. No ano seguinte Butch morreu em combate aéreo com 29 anos de idade. Sua cidade natal não permitiria que a memória deste herói da 2ª Guerra desaparecesse, e hoje, o Aeroporto O’Hare, o principal de Chicago, tem esse nome em tributo à coragem deste grande homem.

Assim, se porventura você passar no O’Hare International, pense nele e vá ao Museu comemorativo sobre Butch, visitando sua estátua e a Medalha de Honra. Fica situado entre os Terminais 1 e 2.

O que têm estas duas histórias de comum entre elas?

Butch O’Hare era o filho de Easy Eddie.


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out
25
A porta aberta


Créditos: imagem Google

Ao receber esta mensagem por email, estive pensando nos muitos filhos que abandonam cedo a casa dos seus pais. Com o passar dos anos, boa parte dele lembra da casa paterna. Uns sentem desejo de voltar, mas sentem vergonha ou temem não serem recebidos. Outros jamais voltam.

Esta história nos faz pensar num coração cheio de amor, despojado de qualquer sentimento de revolta pela ingratidão do filho que partiu e nunca mais deu notícias. Um coração que perdoa e recebe de volta. Um coração que jamais deixou de amar aquele que não soube desfrutar o amor que lhe foi devotado.

“A porta aberta

“Foi na escócia, em Glasgow, que esta história aconteceu. A adolescente tinha problemas em casa, vivendo revoltada com os limites impostos por seus pais. Ela queria liberdade plena.

“Seus pais lhe ensinaram a respeito de Deus e de suas leis justas e imutáveis. Um dia, ela declarou: não quero seu Deus. Desisto, vou embora.

“Saiu de casa, alcançou os jardins do mundo e almejou ser uma mulher do mundo. Logo descobriu que não era tão fácil viver sozinha, tendo que arcar com sua própria subsistência.

“O alimento, as roupas, um lugar para viver. Tudo era extremamente caro. Frágil e só, incapaz de conseguir um trabalho, ela acabou por se prostituir para sobreviver.

“Os anos se passaram. Seu pai morreu. Sua mãe envelheceu. E ela nunca mais tentou qualquer contato com os seus.

“Certo dia, a mãe ouviu falar do paradeiro da filha. Foi até a zona de prostituição da cidade, tentando resgatá-la, mas não a encontrou.

“No caminho de volta, tomou uma resolução. Parou em cada uma das igrejas e templos e pediu licença para deixar ali uma foto sua. Era uma foto daquela mãe grisalha e sorridente, com uma mensagem manuscrita: eu ainda amo você. Volte para casa.

“Os meses se passaram. Nada aconteceu. Então, um dia, a jovem foi a um local onde se distribuía sopa para os carentes. Sentou-se, enquanto ouvia alguém falar algo sobre aquelas coisas que ela ouvira durante toda sua infância.

“Em dado momento, seu olhar se voltou para o lado e viu o quadro de avisos. Pareceu reconhecer aquela foto.

“Seria possível?

“Não se conteve. Levantou-se e leu a mensagem: eu ainda amo você. Volte para casa.

“Reconheceu sua mãe no retrato. Era bom demais para ser verdade.

“Ela desejara tantas vezes voltar, mas temia não ser recebida. Afinal, ela se transformara numa vergonha para os seus pais. Era uma mulher perdida. Objeto de tantos homens.

“Era noite, mas, tocada por aquelas palavras, ela foi caminhando até sua casa. Amanhecia o dia, quando chegou. O sol se espreguiçava em sua cama de nuvens e seus raios escorriam, radiantes, inundando a terra de pequeninos pontos de luz.

“Tímida, ela se aproximou de sua casa. Não sabia bem o que fazer. Bateu na porta e esta se abriu sozinha. Ela se assustou.

“Alguém arrombara a casa, pensou. Preocupada com sua mãe, correu para o quarto e a viu dormindo.

“Acordou-a, chamando-a: mãe, sou eu. Voltei para casa.

“A mãe mal podia acreditar. Abraçou-se à filha, em lágrimas.

“Fiquei tão preocupada, mãe. A porta estava aberta. Pensei que alguém tinha entrado e ferido você.

“Enquanto passava as mãos, docemente, pelos cabelos da filha, a mãe disse: filha querida. Desde o dia em que você se foi, a porta nunca mais foi fechada”.


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abr
16
É preciso mais que uma canção: atitude

Uma das canções mais bonitas que já ouvi – pela letra e melodia é “Bless the Beasts and the Children” – Abençoe as feras e as crianças -, interpretada por Caren e Richard Carpenter.

A canção, que foi gravada em 1973, faz parte do Álbum “A Song for you” (1ª do lado B) -, considerado por Richard, à época, o melhor dos álbuns até então gravados.


httpv://www.youtube.com/watch?v=AhR36gV6vW4

Ouvi a canção hoje várias vezes, assisti o video, que me fez ver o paradoxo que estamos vivendo nestes dias de tanta violência contra as crianças e a natureza em todas as esferas, destacando-se os massacres aos animais.

(leia mais…)


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mar
1
Quando você ficar velho

Você já parou para pensar acerca do dia quando ficar velho? Arrepia-lhe pensar sobre o assunto ou já disse para si mesmo: “Quando ficar velho (a) quero ser um (a) coroa pra frente! Tirar de letra os recursos do PC e dominar a internet como ninguém!” Quero ser um (a) velho (a) cheio de amor e vida para dar; querido e amados por todos à minha volta.

O contexto brasileiro ainda discrimina demais o ancião e a palavra velho é mais usada com sentido pejorativo, do que com a beleza e a honra devida àquele que atingiu a terceira idade. A média de vida do brasileiro vem subindo a cada ano, fazendo-nos pensar sobre o dia em que alcançaremos a velhice.

Tonico (02/03/1917 – 13/08/1994) e Tinoco (19/11/20 – ), uma velha dupla sertaneja, regravaram nos anos 50 a canção “Couro de boi”. Ela conta a história de um velho pai, mandado embora de casa pelo filho, porque a nora não gostava do velho.


httpv://www.youtube.com/watch?v=941LeEXvRCQ

Couro de Boi – Tonico e Tinoco

“Conheço um velho ditado, que é do tempo dos agáis.
Diz que um pai trata dez filhos, dez filhos não trata um pai.
Sentindo o peso dos anos sem poder mais trabalhar,
o velho, peão estradeiro, com seu filho foi morar.

O rapaz era casado e a mulher deu de implicar.
“Você manda o velho embora, se não quiser que eu vá”.
O rapaz, de coração duro, com o velhinho foi falar:
É para o senhor se mudar, meu pai eu vim lhe pedir
Hoje aqui da minha casa o senhor tem que sair
Leve este couro de boi que eu acabei de curtir
Pra lhe servir de coberta aonde o senhor dormir

O pobre velho, calado, pegou o couro e saiu
Seu neto de oito anos que aquela cena assistiu
Correu atrás do avô, seu paletó sacudiu
Metade daquele couro, chorando ele pediu
O velhinho, comovido, pra não ver o neto chorando
Cortou o couro no meio e pro netinho foi dando
O menino chegou em casa, seu pai lhe foi perguntando.
Pra quê você quer esse couro que seu avô ia levando

Disse o menino ao pai: um dia vou me casar
O senhor vai ficar velho e comigo vem morar
Pode ser que aconteça de nós não se combinar
Essa metade do couro vou dar pro senhor levar”

A história cantada nos faz repensar duas coisas: o que tenho em mente para cuidar do meu pai ou minha mãe, quando ficarem velhos, ou já são velhos? Que tratamento espero receber dos meus filhos e das pessoas à minha volta quando eu ficar velho? Será que você gostará de receber maus tratos? Ou almeja ser tratado com carinho e dignidade?

Sou responsável pela compra dos remédios do meu pai e, de três em três meses, vou à farmácia popular. No começo do mês, a fila fica apinhada de velhos e velhas. Cada um mais caidinho do que o outro. Mas não tem outro jeito, eles tem de estar ali. A maioria tem filhos e netos vivos e cheios de saúde. Mas ninguém se prontifica a comparecer àquela farmácia para livrar os seus velhos da fila. Já vi algumas vezes passarem um tempão na fila e na hora deles comprarem seus remédios descobrem que esqueceram a receita. Outros, passam o constrangimento de não terem todo o dinheiro – uma mixaria, pois na farmácia popular, boa parte das receitas ficam entre R$ 10 e R$ 20 – e, por causa de uns trocadinhos, voltam para casa. E o que é pior, ter que voltar no dia seguinte para outra maratona na fila. No ano passado, na fila da mesma farmácia, dois velhinhos morreram por não suportar tanto tempo na fila.

Estes mesmos velhos, um dia trabalharam o dia inteiro, sairam de madrugada e voltaram tarde da noite, para que os seus filhos pudessem ter um pouco mais de conforto; pudessem estudar, pudessem ter suas vontades feitas e até mesmo os seus luxos atendidos. Já encontrei velho na fila que tinha filho comandante, advogado; filhos doutores, comerciantes bem estabelecidos; filhos com seus carros na garagem, mas que deixam seus velhos a pé para comprar seus remédios, para granjear o que comer, pra voltar pra casa a pé porque os ônibus não gostam de transportar velhos, mesmo que o direito lhes seja garantido por lei. Sou grato a Deus pelo meu pai, que foi gari e furava poço nos dias de folga, para que tivéssemos um pouquinho a mais. Pela minha mãe, que costurava até altas horas. Para, no dia do pagamento, coprar um pedacinho de queijo e doce, que nós tanto gostávamos e ficávamos esperando.

Já presenciei inúmeras situações de maus tratos a um idoso em ônibus, metrô, filas de banco, em locais que a prioridade lhes é garantida por lei. Uma vez estava na fila do banco e esta demorava a andar porque não destinaram um caixa específico para atendimento aos velhos. E toda hora entrava um e passava a nossa vez na fila. Ainda não tinha esta “história” de senha. Então, já estava na fila havia mais de uma hora, mas aguardava chegar a minha vez tranquilamente. De repente, quando chegou a minha vez, entrou um outro velho na agência e, é claro, pulou a minha frente. Voltei para o meu lugar, para aguardar de novo a minha vez. Era direito dele e ia esperar que ele fosse atendido. Note, não era eu aposentado como sou hoje.

Na mesma hora saiu um rapaz da fila, colocou o dedo em riste no meu rosto, começou a me ofender e perguntou-me se estava querendo fazer os demais de palhaços, por deixar o velho passar a minha frente. Disse ainda mais um monte de impropérios, assustando o velhinho. Disse para o velho: “senhor, continue a fazer o que é seu por direito!” E argumentei com o rapaz que se estava insatisfeito, que fosse à gerência do banco reclamar e solicitar providências para que fosse colocado um caixa exclusivo para os velhos e deixar a nossa fila andar. Disse-lhe ainda que tirava o meu chapéu para aquele velhinho, pois desejava eu alcançar aquela idade para ter o mesmo direito de não precisar ficar na fila. Aquele senhor conquistara, por viver muito, o direito de ser velho e, com ele, nada mais justo, usufruir os benefícios que a idade lhe concedeu.

Meu pai já tem 81 anos. É um velho lindo; olhos azuizinhos, como duas águas-marinhas; o humor de um garoto de 18 anos; disposição de um homem de 25, ainda que a força não chegue a tanto. As crianças – as nossas e as da igreja e vizinhança – o amam muito. É o “vô” que todo mundo quer ter.

E você? Qual tem sido o seu relacionamento com os velhos? Com os idosos? Com os anciãos? Com os seres da terceira idade? É de plena harmonia ou tem sido complicado aturar esta gente “velha, caquética e “chata”” que insiste em querer viver tanto e não deixa você em paz? Se você se encontra nesta última situação e pensa desta forma, deixe-me dizer-lhe uma coisa. Não vou dar conselho, mas oferecer-lhe uma oportunidade. Reveja, repense, seus conceitos e valores acerca dos velhos. Todos os dias Deus nos concede novas oportunidades para melhor vivermos e terminarmos os nossos dias. Vejo este post como uma oportunidade para você mudar e tomar uma posição e se reencontrar com a vida. Não vou dizer o que você precisa fazer, por que já sabe. Você pode continuar a pensar e viver assim como está. A decisão é sua. Ou, pode levantar-se do seu lugar, procurar o velho e a velha que Deus lhe deu como pai, mãe, avô, avó, tio, tia, vizinho, vizinha, ou outros velhos e velhas que vivem próximo de você e começar apenas com um “Vim aqui lhe dar um abraço!”

Destaque deste autor: O texto contém – reunidas aqui, do título ao destaque – muitas vezes as palavras velho, velha, velhos, velhas, velhinho, senhor, ancião, idoso, terceira idade… A repetitividade é proposital. Uma das formas sadias de mudar nossos conceitos e forma de pensar é acostumar-se com a idéia: velho, velha… irá chegar o dia que, se Deus permitir, quero ser um ou uma.

Em vez de se preocupar com o que será de você quando ficar velho, acostume-se à idéia como se estivesse chegando o momento em que passará da adolescência à juventude. Velho é um nome que se dá ao tempo decorrido de alguma coisa qualquer. Você não é uma coisa, mas um ser. Que seus dias de vida sejam longos e seja um velho, uma velha feliz!


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