abr
26
Meu pai já está em casa

A primeira etapa foi vencida para honras e glórias ao nosso Deus. A prótese foi retirada e correu tudo bem.
Meu pai já está em casa e muito bem. As dores que está sentindo são as normais de uma cirurgia.  Precisamos vencer a segunda etapa que é o resultado da biópsia da prótese e material colhido. Cinco vértebras acima da prótese (coluna dorsal) estavam infeccionadas. Todo o local foi tratado e agora é aguardar o resultado.  Este é o que definirá se ele permanece em casa ou volto ao hospital.
Oremos para que ele possa tratar em casa.
Obrigado por todas as palavras de apoio, carinho e as orações.
Abraço forte a todos vocês.

Evelyn Regly

Meu pai e minha mãe  na recepção do hospital – dia da cirurgia – 23-04-09
Eu e Sonia
Presença da família, muito importante
Família Unida
Em casa, ainda há pouco – 25-04-09
Em casa

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mar
31
Avós são o máximo

Vocês já devem estar acostumados quando digo que chorei ao ler uma mensagem, ao ver um slide, ao assistir um video… Faz parte da minha personalidade, do meu jeito de ser.
Recebi este slide de um avô como eu, o Álvaro Muzi. Pessoa simpática, amiga, carismática, daquelas que temos o prazer de estar perto.




Talvez queiram me perguntar: “Mas por que você chorou ao ver este slide?” Responderei dizendo que foi por algumas coisinhas que mexem com o coração da gente. Primeiro, porque quando nossos filhos são pequenos, estamos tão preocupados em lhes dar o melhor, que não damos conta que o melhor e o mais precioso para eles, inclusive para o seu bem estar, é lhes dar toda atenção que reivindicam. Temos medo de que, ao parar para lhes dar atenção, não conseguiremos fazer mais nada. Ledo engano! Quando lhe damos a atenção devida, a criança se satisfaz e vai fazer as suas coisas de criança. Se toda hora vêm nos perguntar ou pedir alguma coisa é porque estamos deixando a desejar.
Em segundo lugar, queremos que os nossos filhos sejam inteligentes, que se destaquem. E mais uma vez pensamos que vamos conseguir isto trabalhando mais para lhes dar uma boa escola, bons livros e até um computador. Outro engano. Nossos filhos serão tão quanto ou melhor inteligentes que nós, se pararmos para lhes explicar o “manual da vida”; como funciona isto, como funciona aquilo, porque isso, porque aquilo. É na idade que eles têm maior capacidade de aprendizado e assimilação que falhamos e faltamos com as informações. A Bíblia diz: “Instrui a criança no caminho que deve andar e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios 22:6). E não esquecerá mesmo.
Por último quero dizer que choro, não de remorso ou pelo que deixei de fazer, de responder, por perceber que as crianças têm muito a nos ensinar. Quando começam com aqueles “por quês?” estão nos proporcionando a oportunidade ímpar de nos reciclarmos, de ampliarmos o universo do nosso conhecimento buscando e oferecendo informações para elas e para nós mesmos.
É aí que nos tornamos o máximo. Quando chegamos à segunda geração e nos tornamos avós. Já fizemos a “graduação filhos”, iniciamos a pós-graduação netos”, se tivermos o privilégio, cursaremos o “mestrado bis-netos” e o “doutorado tri-netos” se Deus assim o permitir.
Viu por que ser avó é ser o máximo?


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mar
21
À Espera dos Pais

Certa vez, quando era criança, me perdi dentro da vila onde morava minha tia. Eram muitas casas, todas iguais e, como não sabia o número, comecei a chorar desesperadamente. Num dado momento, os vizinhos da minha tia vieram em meu socorro e logo me conduziram de volta à casa.
No início da semana recebi esta mensagem, que me fez refletir sobre as muitas esperas que sofremos pela ausência dos pais e nas muitas outras que, como pais, impomos aos nossos filhos. Ter os pais por perto é um dos anseios mais fortes no coração de uma criança. A presença e participação na vida dos filhos é um dos maiores presentes que podemos oferecer-lhes. E custa tão pouco!

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A dama da alta sociedade costumava desfilar, em sua carruagem de luxo, pelas ruas de São Francisco, sob olhares de admiração e inveja. Um dia, os jornais publicaram o falecimento de uma tia e ela, obedecendo às convenções sociais, teve que permanecer no lar por uma semana. Indignada por ter que ficar sete dias dentro do enorme palácio, buscou o marido, então Governador do Estado, e esse a fez lembrar-se de que poderia passar os dias brincando com o filho.

Ela gostou da idéia. Adentrou à ala esquerda do palácio, que tinha sido liberada para o pequeno príncipe, que vivia rodeado por profissionais de diversas nacionalidades, a fim de lhe ensinarem idiomas e costumes de outros povos. Quando o pequeno Leland avistou a mãe, exultou de felicidade e lhe perguntou por que ela estava ali, naquele dia e hora não habituais. Ela lhe contou o motivo e ele, feliz, lhe perguntou quantas tias ainda restavam.

Leland estava ao piano tocando uma balada que aprendera com sua babá francesa. A mãe, impressionada, ficou ouvindo, por alguns instantes, aquela balada que lhe pareceu um tanto melancólica. Pediu ao filho que cantasse, ele cantou. Falou-lhe para que a traduzisse e ele a traduziu.

Era a história de um menino que era levado pela sua mãe todos os dias até a praia, de onde ficavam olhando o pai desaparecer na linha do horizonte, em seu barco pesqueiro. Todos os dias a cena se repetia, até que um dia, o barco do pai não retornou. A mãe conduziu o filho novamente à praia e lhe pediu que ficasse esperando, pois ela iria buscar o marido. Adentrou no mar e o filho ficou esperando na praia, pelo pai e pela mãe, que jamais retornaram.

A balada comoveu a grande dama. Falou ao filho que era muito triste. Ele respondeu que cantava porque se identificava com o menino da praia. A mãe não entendeu em que consistia a semelhança e retrucou ao filho:

– Você tem tudo. Não lhe falta nada. Tem mãe e pai e é herdeiro de um dos homens mais importantes deste Estado.

Leland respondeu com melancolia: “Mas o papai adentrou há muitos anos no mar dos negócios e nunca posso vê-lo. Você o seguiu e eu fiquei aqui à espera de um retorno que nunca acontece. Como você pode perceber, minha história é muito semelhante à do menino solitário da praia.

Daquele dia em diante, a dama passou a conviver mais com o filho de onze anos a quem não conhecia e, por esse motivo, aprendeu a amá-lo. A convivência estreita com a mãe trouxe a Leland um brilho novo. Por algum tempo a vida lhes permitiu desfrutar da alegria do afeto mútuo, das experiências vividas, um na companhia do outro. Fizeram uma longa viagem de navio e Leland adoeceu. A mãe fez tudo o que podia para lhe salvar a vida, mas foi tudo em vão. O navio retornou e Leland não pode mais contemplar a mãe com os olhos físicos.
Todavia, naquele breve tempo de convívio, o menino ensinou à mãe outros valores.

Ela construiu orfanatos e outras obras de assistência para a comunidade carente. Leland não herdou a fortuna dos pais, mas a fortuna rende frutos até hoje, junto à sociedade daquele Estado. Dentre elas, a Universidade Stanford.

Não há motivo que justifique o abandono dos filhos por parte dos pais. Não há filhos que aceitem, de boa vontade e em sã consciência, trocar o afeto dos pais por qualquer outro tesouro. Pensemos nisso!

(desconheço a autoria)


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mar
6
Como se escreve…?

Lembro-me de quando minhas filhas ficavam me esperando para me mostrarem seus trabalhinhos da escola, os presentinhos que ganhavam ou queriam brincar comigo. Por várias vezes cheguei muito tarde em casa (trabalhava em dois empregos) e saía muito cedo e os nossos desencontros eram constantes.

Emocionei-me demais ao ler esta historinha. Graças a Deus, hoje tenho um pouco mais de tempo para dar atenção às filhas, já “grandonas” (28 e 25 anos), dedicando-me mais aos netos Gabriel (12) e Giovanna (6).
triste

“Quando eu tinha somente cinco anos, a professora do jardim de infância pediu aos alunos que fizéssemos um desenho de alguma coisa que amávamos. Eu desenhei a minha família. Depois, tracei um grande círculo com lápis vermelho ao redor das figuras. Desejando escrever uma palavra acima do círculo, saí de minha mesinha e fui até à mesa da professora e disse:
– Professora, como a gente escreve…?
Ela não me deixou concluir a pergunta. Mandou-me voltar para o meu lugar e não me atrever mais a interromper a aula. Dobrei o papel e o guardei no bolso.
Quando retornei para casa, naquele dia, me lembrei do desenho e o tirei do bolso. Alisei-o bem sobre a mesa da cozinha, fui até minha mochila, peguei um lápis e olhei para o grande círculo vermelho. Minha mãe estava preparando o jantar, indo e vindo do fogão para a pia. Eu queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para ela e disse. Mamãe, como a gente escreve…?
– Menino, não dá para ver que estou ocupada agora? Vá brincar lá fora. E não bata a porta, foi a resposta dela. Dobrei o desenho e guardei no bolso.

Naquela noite, tirei outra vez o desenho do bolso. Olhei para o grande círculo vermelho, e peguei o lápis. Queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para meu pai. Alisei bem as dobras e coloquei o desenho no chão da sala, perto da poltrona reclinável do meu pai e disse:
– Papai, como a gente escreve…?
pai– Estou lendo o jornal e não quero ser interrompido. Vá brincar lá fora. E não bata a porta. Dobrei o desenho e o guardei no bolso novamente.

No dia seguinte, quando minha mãe separava a roupa para lavar, encontrou no bolso da calça enrolados no papel, uma pedrinha, um pedaço de barbante e duas bolinhas de gude. Todos os meus “tesouros” que eu catara enquanto brincava fora de casa. Ela nem abriu o papel. Atirou tudo no lixo.
Os anos passaram…
Quando tinha 28 anos, minha filha de cinco anos, fez um desenho. Era o desenho da sua (minha) família. Sorri quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e me disse.
– Este aqui é você, papai!
Olhei para o grande círculo vermelho feito por minha filha ao redor das figuras, e lentamente comecei a passar o dedo sobre o círculo. Ela desceu rapidamente do meu colo e avisou:
– Eu volto logo!
E voltou. Com um lápis na mão. Acomodou-se outra vez nos meus joelhos, posicionou a ponta do lápis perto do topo do grande círculo vermelho e perguntou.
– Papai, como a gente escreve amor?
crianca-perguntaAbracei minha filha, tomei a sua mãozinha e a fui conduzindo, devagar, ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia:
– Amor… Amor, querida, se escreve com as letras T…E…M…P…O (TEMPO).

Conjugue o verbo amar todo o tempo. Use o seu tempo para amar. Crie um tempo extra para amar, não esquecendo que para os filhos, em especial, o que importa é ter quem ouça e
opine, quem participe e vibre, quem conheça e incentive. Não espere seu filho ter que descobrir sozinho como se soletra amor, família, afeição.
Por fim, lembre-se: se você não tiver tempo para amar, crie. Afinal, o ser humano é um poço de criatividade e o tempo… bom, o tempo é uma questão de escolha.

Desconheço o autor


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