fev
2
O homem que dirigiu o mesmo carro por 82 anos

Imagine… Você ter o mesmo carro e dirigi-lo por 82 anos?



Mr. Allen Swift (Springfield, MA.) recebeu de seu pai um carro zero como presente de formatura em 1928. Não era um popular, mas era um carrinho básico: um Rolls-Royce Picadilly Roadster ano 1928 P1.

Mr. Swift o dirigiu até à sua morte, em 2010, com a idade de 102 anos. Ele era o proprietário mais antigo de um carro comprado novo, que foi doado a um museu de Springfield, depois de sua morte.

Ele rodou 1.070 mil milhas (1 milha = 1,6 km). O motor ainda funciona como um relógio suíço, baixo ruído, em qualquer velocidade, e está em perfeitas condições, mesmo com 82 anos. Rodou cerca de 1.712.000 km (20.878 km por ano).


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out
28
Duas histórias fantásticas

História número um

Há muitos anos, Al Capone controlava virtualmente Chicago. Capone não era famoso por nenhum ato heróico. Ele era notório por empastar a cidade com tudo relativo a contrabando, bebida, prostituição e assassinatos. Capone tinha um advogado apelidado ‘Easy Eddie’. Era o seu advogado por um excelente motivo. Eddie era muito bom! Sua habilidade, manobrando no cipoal legal, manteve Al Capone fora da prisão por muito tempo.


Capone e seu advogado ‘Easy Eddie’


Para mostrar seu apreço, Capone lhe pagava muito bem. Não só o dinheiro era grande, como Eddie também tinha vantagens especiais. Por exemplo, ele e a família moravam em uma mansão protegida, com todas as conveniências possíveis. A propriedade era tão grande que ocupava um quarteirão inteiro em Chicago. Eddie vivia a vida da alta roda de Chicago, mostrando pouca preocupação com as atrocidades que ocorriam à sua volta.

No entanto, Easy Eddie tinha um ponto fraco. Ele tinha um filho que amava afetuosamente. Eddie cuidava que seu jovem filho tivesse o melhor de tudo: roupas, carros e uma excelente educação. Nada era poupado. Preço não era objeção. E, apesar do seu envolvimento com o crime organizado, Eddie tentou lhe ensinar o que era certo e o que era errado. Eddie queria que seu filho se tornasse um homem melhor que ele. Mesmo assim, com toda a sua riqueza e influência, havia duas coisas que ele não podia dar ao filho: ele não podia transmitir-lhe um nome bom ou um bom exemplo.

Um dia, o Easy Eddie chegou a uma decisão difícil. Easy Eddie tentou corrigir as injustiças de que tinha participado.

Ele decidiu que iria às autoridades e contaria a verdade sobre Al ‘Scarface’ Capone, limpando o seu nome manchado e oferecendo ao filho alguma semelhança de integridade. Para fazer isto, ele teria que testemunhar contra a quadrilha, e sabia que o preço seria muito alto. Ainda assim, ele testemunhou. Em um ano, a vida de Easy Eddie terminou em um tiroteio em uma rua de Chicago.

Mas aos olhos dele, ele tinha dado ao filho o maior presente que poderia oferecer, ao maior preço que poderia pagar. A polícia recolheu em seus bolsos um rosário, um crucifixo, uma medalha religiosa e um poema, recortado de uma revista.

O poema: ‘O relógio de vida recebe corda apenas uma vez e nenhum homem tem o poder de decidir quando os ponteiros pararão, se mais cedo ou mais tarde.”

Filhos não seguem conselhos. Seguem exemplos.

Agora é o único tempo que você possui. Viva, ame e trabalhe com vontade. Não ponha nenhuma esperança no tempo, pois o relógio pode parar a qualquer momento.’

História número dois

A Segunda Guerra Mundial produziu muitos heróis. Um deles foi o Comandante Butch O’Hare. Ele era um piloto de caça, operando no porta-aviões Lexington, no Pacífico Sul.


Comandante Butch O’Hare


Um dia, o seu esquadrão foi enviado em uma missão. Quando já estavam voando, ele notou pelo medidor de combustível que alguém tinha esquecido de encher os tanques. Ele não teria combustível suficiente para completar a missão e retornar ao navio. O líder do vôo o instruiu a voltar ao porta-aviões. Relutantemente, ele saiu da formação e iniciou a volta à frota.

Quando estava voltando ao navio-mãe viu algo que fez seu sangue gelar: um esquadrão de aviões japoneses voava na direção da frota americana. Com os caças americanos afastados da frota, ela ficaria indefesa ao ataque. Ele não podia alcançar seu esquadrão nem avisar a frota da aproximação do perigo. Havia apenas uma coisa a fazer. Ele teria que desviá-los da frota de alguma maneira..

Afastando todos os pensamentos sobre a sua segurança pessoal, ele mergulhou sobre a formação de aviões japoneses. Seus canhões de calibre 50, montados nas asas, disparavam enquanto ele atacava um surpreso avião inimigo e em seguida outro. Butch costurou dentro e fora da formação, agora rompida e incendiou tantos aviões quanto possível, até que sua munição finalmente acabou. Ainda assim, ele continuou a agressão. Mergulhava na direção dos aviões, tentando destruir e danificar tantos aviões inimigos quanto possível, tornando-os impróprios para voar. Finalmente, o exasperado esquadrão japonês partiu em outra direção.

Profundamente aliviado, Butch O’Hare e o seu avião danificado se dirigiram para o porta-aviões. Logo à sua chegada ele informou seus superiores sobre o acontecido. O filme da máquina fotográfica montada no avião contou a história com detalhes. Mostrou a extensão da ousadia de Butch em atacar o esquadrão japonês para proteger a frota. Na realidade, ele tinha destruído cinco aeronaves inimigas.

Isto ocorreu no dia 20 de fevereiro de 1942, e por aquela ação Butch se tornou o primeiro Ás da Marinha na 2ª Guerra Mundial, e o primeiro Aviador Naval a receber a Medalha Congressional de Honra. No ano seguinte Butch morreu em combate aéreo com 29 anos de idade. Sua cidade natal não permitiria que a memória deste herói da 2ª Guerra desaparecesse, e hoje, o Aeroporto O’Hare, o principal de Chicago, tem esse nome em tributo à coragem deste grande homem.

Assim, se porventura você passar no O’Hare International, pense nele e vá ao Museu comemorativo sobre Butch, visitando sua estátua e a Medalha de Honra. Fica situado entre os Terminais 1 e 2.

O que têm estas duas histórias de comum entre elas?

Butch O’Hare era o filho de Easy Eddie.


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set
5
O curioso fuso de 24 horas nas Ilhas Diomedes

A Rússia tem onze fusos horários. As ilhas onde EUA e Rússia se encontram e o Leste se torna Oeste.

 

As ilhas Diomedes no horizonte:
Dois continentes, dois países,
duas culturas, dois regimes.

 

Há um lugar no mundo em que os territórios dos Estados Unidos e da Rússia estão a menos de 4 km de distância. Todavia, qualquer percurso entre eles terá uma diferença de 24 horas.

 

Localização das ilhas Diomedes, perdidas entre 2 continentes

 

Estamos falando das desconhecidas e isoladas Ilhas Diomedes, no Estreito de Bering, a inóspita porção marítima que separa o Alasca do extremo leste da Ásia, por onde provavelmente os primeiros habitantes da América atravessaram para estas terras.

 

Na Pequena Diomedes, seus habitantes espremem-se na íngreme encosta do território norte-americano

 

As duas Ilhas, conhecidas como Grande Diomedes e Pequena Diomedes, são separadas por uma faixa de água de apenas 4 km, que fica congelada durante boa parte do ano, permitindo a passagem a pé entre elas. O curioso é saber que Grande Diomedes é o ponto mais a leste na Rússia, e Pequena Diomedes é o ponto mais a oeste dos Estados Unidos.

 

Guerra Fria, um período para ser esquecido

 

Durante o período da Guerra Fria, os nativos que habitavam as ilhas antes da colonização russa ou americana não podiam circular entre as ilhas, nem trocar qualquer tipo de informação, na área que ficou conhecida como “Cortina de Gelo”.

 

O povoado de Pequena Diomedes, com apenas 170 habitantes

 

Após o final da Segunda Guerra, todos os nativos da ilha russa de Grande Diomedes foram transferidos para o continente, e o arquipélago manteve um pequeno povoado apenas na ilha norte americana de Pequena Diomedes, que até hoje possui cerca de 170 habitantes, num dos locais mais isolados do planeta.

 


Detalhe de Pequena Diomedes. Não parece nada agradável

 

O que torna o lugar ainda mais curioso é que exatamente entre as duas ilhas passa a “Linha Internacional de Data”, criando um fuso horário de nada menos que 24 horas numa distância que de tão pequena chega a ser visual.

 


A Linha Internacional de Data passa exatamente entre as ilhas

 

Em 1987, um evento emblemático levou as pequenas ilhas às manchetes do mundo inteiro. A nadadora americana Lynne Cox atravessou os pouco mais de 3.700 metros que separam as ilhas irmãs, num gesto de aproximação entre as super potências que se esforçavam para estreitar os laços a tanto tempo separados.

 


Lynne Cox, um gesto caloroso em águas a 4° C

 

Hoje, em tempos de paz, há vários projetos para criar monumentos que simbolizariam a paz entre os dois países. Num recente concurso, um projeto chamado de “Ponte da Memória”, ligando as duas ilhas, ficou entre os campeões, no que seria a primeira ligação entre América e Ásia depois de dezenas de milhares de anos.

 

Projeto para Ponte entre as ilhas, conhecida como “Ponte da Memória”

 


Detalhe do Projeto: uma fantástica obra de engenharia para poucos conhecerem

 

Humberto Eco, em seu romance “A Ilha do dia anterior” explora muito bem as idiossincrasias de viver em Diomede.

 

Humberto Eco escreveu sobre o tempo: “Meia-noite de sexta-feira, aqui no navio, é meia-noite de quinta-feira na ilha. Se da América para a Ásia viajas, perdes um dia; se, no sentido contrário viajas, ganhas um dia: eis o motivo por que o [navio] Daphne percorreu o caminho da Ásia, e vós, estúpidos, o caminho da América. Tu és agora um dia mais velho do que eu! Não é engraçado?


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fev
22
Passeando de ônibus pelo Rio de Janeiro

Não sei se disse isso antes para vocês, sou um homem viajado nesse Rio de Janeiro… rs. Andei de bonde, de trem, lotação, triciclo, ônibus elétrico, lotada… fim dos anos 50 em diante.

Extraí estas imagens de um slide que recebi, que não estava assinado, mas que dizia no final: “Que saudade!”

De fato, que saudade daqueles tempos! Tudo era mais difícil. Os lotações andavam apinhados de gente. Todavia, uma dama não ficava em pé e os idosos eram respeitados. E chegávamos ao nosso destino em paz.

 


Praça Mauá – Palácio Monroe (Passeio) – 1918

 

Praça Mauá – Leblon – 1928

 

Jacaré – Copacabana – 1930

 

Penha – Madureira – 1933

 

Urca – Ipanema – 1944

 

Praça Tiradentes – Penha – 1948

 

Lins – Urca – 1949

 

Nova Iguaçu – Praça Mauá – 1949
Passando por Bento Ribeiro

 

Parada de Lucas – Mourisco – 1949

 

Praça Mauá – Abolição – 1949

 

Castelo – Lagoa – 1950

 

Saens Peña – Largo do Machado – 1950

 

Vaz Lobo – Candelária – 1950 – Entrando na Av. Brasil

 

Nilópolis – Praça Mauá – 1954

 

Engenho Novo – Central do Brasil – 1955

 

Maria da Graça – passagem de nível – 1955

 

Praça Mauá – Rio-Belo Horizonte – 1957

 

Ribeira – Castelo – 1956
Avenida Presidente Vargas, passando pela Central do Brasil

 

19 Linha 60 – Cosme Velho – 1958

 

Praça Mauá – Fátima – C10 – 1959
Praça Mauá – Aeroporto – Linha 62 – 1959

 

Cinelância – 1961 – Passando pelo Teatro Municipal

 

Rio Comprido – Leblon – 1963

 

Linha 176 – Estrada de Ferro – Gávea – 1964

 

Linha 378 – Castelo – Marechal Hermes – 1965

 

Bonsucesso – Duque de Caxias – 1966

 

Botafogo – 1966

Linha 202 – Rio Comprido – 1966

 

Linha 215 – Praça 15 – Rua Uruguai – 1966

 

Linha E-20 – Centro – Leblon – 1966

 

Linha 378 – Castelo – Marechal Hermes – 1967

 

Linha 546 – Marquês de São Vicente – Gávea – 1968
Em frente à PUC

 

Linha 123 – Praça Mauá – Jardim de Allah – 1970
Avenida Rio Branco


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