ago
29
Tire o pó!… Se precisar….

Recebi esta mensagem por email no começo da semana. Aí pensei… pensei… pensei… Tiro ou não tiro? Acabei decidindo tirar pó do blog. Afinal, há quase dois meses não postava nada.

Na realidade, não é bem uma postagem. Aproveitei para seguir o conselho do amigo Álvaro Muzzi e repassá-lo a minha mulher, Sonia, do Compartilhando as Letras, numa tentativa de persuadí-la a tirar pó só do blog, da rede, da cadeira de descanso…

Acho que quem escreveu este conselho é porque chegou à conclusão certa. Então vamos lá:



“Não leve a faxina ou o trabalho tão a sério!

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jul
10
A difícil vida dos pescadores

Gosto de ler e ver coisas sobre profissões. Os empreendimentos, os desafios, obstáculos…

Hoje recebi um email com lindas imagens – para quem gosta de adrenalina é claro – de pescadores em mais uma jornada de trabalho.

As fotos do barco Newfoundland Crab na Plataforma Continental são impressionantes. É a região mais rica em peixes do planeta, com muitos peixes, várias espécies de moluscos e muito mais.

Também é conhecida pela sua proximidade com o local do naufrágio do Titanic. Mas como é possível ver nas fotos, às vezes a mar se agita muito e não é fácil pescar.

É de se tirar o chapéu para os bravos pescadores que enfrentam dureza no seu dia-a-dia de trabalho. Quando você for comer peixe lembre-se do que alguns pescadores enfrentam para capturá-los. Às vezes é difícil pescá-los.

 

 

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abr
16
É preciso mais que uma canção: atitude

Uma das canções mais bonitas que já ouvi – pela letra e melodia é “Bless the Beasts and the Children” – Abençoe as feras e as crianças -, interpretada por Caren e Richard Carpenter.

A canção, que foi gravada em 1973, faz parte do Álbum “A Song for you” (1ª do lado B) -, considerado por Richard, à época, o melhor dos álbuns até então gravados.


httpv://www.youtube.com/watch?v=AhR36gV6vW4

Ouvi a canção hoje várias vezes, assisti o video, que me fez ver o paradoxo que estamos vivendo nestes dias de tanta violência contra as crianças e a natureza em todas as esferas, destacando-se os massacres aos animais.

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mar
1
Quando você ficar velho

Você já parou para pensar acerca do dia quando ficar velho? Arrepia-lhe pensar sobre o assunto ou já disse para si mesmo: “Quando ficar velho (a) quero ser um (a) coroa pra frente! Tirar de letra os recursos do PC e dominar a internet como ninguém!” Quero ser um (a) velho (a) cheio de amor e vida para dar; querido e amados por todos à minha volta.

O contexto brasileiro ainda discrimina demais o ancião e a palavra velho é mais usada com sentido pejorativo, do que com a beleza e a honra devida àquele que atingiu a terceira idade. A média de vida do brasileiro vem subindo a cada ano, fazendo-nos pensar sobre o dia em que alcançaremos a velhice.

Tonico (02/03/1917 – 13/08/1994) e Tinoco (19/11/20 – ), uma velha dupla sertaneja, regravaram nos anos 50 a canção “Couro de boi”. Ela conta a história de um velho pai, mandado embora de casa pelo filho, porque a nora não gostava do velho.


httpv://www.youtube.com/watch?v=941LeEXvRCQ

Couro de Boi – Tonico e Tinoco

“Conheço um velho ditado, que é do tempo dos agáis.
Diz que um pai trata dez filhos, dez filhos não trata um pai.
Sentindo o peso dos anos sem poder mais trabalhar,
o velho, peão estradeiro, com seu filho foi morar.

O rapaz era casado e a mulher deu de implicar.
“Você manda o velho embora, se não quiser que eu vá”.
O rapaz, de coração duro, com o velhinho foi falar:
É para o senhor se mudar, meu pai eu vim lhe pedir
Hoje aqui da minha casa o senhor tem que sair
Leve este couro de boi que eu acabei de curtir
Pra lhe servir de coberta aonde o senhor dormir

O pobre velho, calado, pegou o couro e saiu
Seu neto de oito anos que aquela cena assistiu
Correu atrás do avô, seu paletó sacudiu
Metade daquele couro, chorando ele pediu
O velhinho, comovido, pra não ver o neto chorando
Cortou o couro no meio e pro netinho foi dando
O menino chegou em casa, seu pai lhe foi perguntando.
Pra quê você quer esse couro que seu avô ia levando

Disse o menino ao pai: um dia vou me casar
O senhor vai ficar velho e comigo vem morar
Pode ser que aconteça de nós não se combinar
Essa metade do couro vou dar pro senhor levar”

A história cantada nos faz repensar duas coisas: o que tenho em mente para cuidar do meu pai ou minha mãe, quando ficarem velhos, ou já são velhos? Que tratamento espero receber dos meus filhos e das pessoas à minha volta quando eu ficar velho? Será que você gostará de receber maus tratos? Ou almeja ser tratado com carinho e dignidade?

Sou responsável pela compra dos remédios do meu pai e, de três em três meses, vou à farmácia popular. No começo do mês, a fila fica apinhada de velhos e velhas. Cada um mais caidinho do que o outro. Mas não tem outro jeito, eles tem de estar ali. A maioria tem filhos e netos vivos e cheios de saúde. Mas ninguém se prontifica a comparecer àquela farmácia para livrar os seus velhos da fila. Já vi algumas vezes passarem um tempão na fila e na hora deles comprarem seus remédios descobrem que esqueceram a receita. Outros, passam o constrangimento de não terem todo o dinheiro – uma mixaria, pois na farmácia popular, boa parte das receitas ficam entre R$ 10 e R$ 20 – e, por causa de uns trocadinhos, voltam para casa. E o que é pior, ter que voltar no dia seguinte para outra maratona na fila. No ano passado, na fila da mesma farmácia, dois velhinhos morreram por não suportar tanto tempo na fila.

Estes mesmos velhos, um dia trabalharam o dia inteiro, sairam de madrugada e voltaram tarde da noite, para que os seus filhos pudessem ter um pouco mais de conforto; pudessem estudar, pudessem ter suas vontades feitas e até mesmo os seus luxos atendidos. Já encontrei velho na fila que tinha filho comandante, advogado; filhos doutores, comerciantes bem estabelecidos; filhos com seus carros na garagem, mas que deixam seus velhos a pé para comprar seus remédios, para granjear o que comer, pra voltar pra casa a pé porque os ônibus não gostam de transportar velhos, mesmo que o direito lhes seja garantido por lei. Sou grato a Deus pelo meu pai, que foi gari e furava poço nos dias de folga, para que tivéssemos um pouquinho a mais. Pela minha mãe, que costurava até altas horas. Para, no dia do pagamento, coprar um pedacinho de queijo e doce, que nós tanto gostávamos e ficávamos esperando.

Já presenciei inúmeras situações de maus tratos a um idoso em ônibus, metrô, filas de banco, em locais que a prioridade lhes é garantida por lei. Uma vez estava na fila do banco e esta demorava a andar porque não destinaram um caixa específico para atendimento aos velhos. E toda hora entrava um e passava a nossa vez na fila. Ainda não tinha esta “história” de senha. Então, já estava na fila havia mais de uma hora, mas aguardava chegar a minha vez tranquilamente. De repente, quando chegou a minha vez, entrou um outro velho na agência e, é claro, pulou a minha frente. Voltei para o meu lugar, para aguardar de novo a minha vez. Era direito dele e ia esperar que ele fosse atendido. Note, não era eu aposentado como sou hoje.

Na mesma hora saiu um rapaz da fila, colocou o dedo em riste no meu rosto, começou a me ofender e perguntou-me se estava querendo fazer os demais de palhaços, por deixar o velho passar a minha frente. Disse ainda mais um monte de impropérios, assustando o velhinho. Disse para o velho: “senhor, continue a fazer o que é seu por direito!” E argumentei com o rapaz que se estava insatisfeito, que fosse à gerência do banco reclamar e solicitar providências para que fosse colocado um caixa exclusivo para os velhos e deixar a nossa fila andar. Disse-lhe ainda que tirava o meu chapéu para aquele velhinho, pois desejava eu alcançar aquela idade para ter o mesmo direito de não precisar ficar na fila. Aquele senhor conquistara, por viver muito, o direito de ser velho e, com ele, nada mais justo, usufruir os benefícios que a idade lhe concedeu.

Meu pai já tem 81 anos. É um velho lindo; olhos azuizinhos, como duas águas-marinhas; o humor de um garoto de 18 anos; disposição de um homem de 25, ainda que a força não chegue a tanto. As crianças – as nossas e as da igreja e vizinhança – o amam muito. É o “vô” que todo mundo quer ter.

E você? Qual tem sido o seu relacionamento com os velhos? Com os idosos? Com os anciãos? Com os seres da terceira idade? É de plena harmonia ou tem sido complicado aturar esta gente “velha, caquética e “chata”” que insiste em querer viver tanto e não deixa você em paz? Se você se encontra nesta última situação e pensa desta forma, deixe-me dizer-lhe uma coisa. Não vou dar conselho, mas oferecer-lhe uma oportunidade. Reveja, repense, seus conceitos e valores acerca dos velhos. Todos os dias Deus nos concede novas oportunidades para melhor vivermos e terminarmos os nossos dias. Vejo este post como uma oportunidade para você mudar e tomar uma posição e se reencontrar com a vida. Não vou dizer o que você precisa fazer, por que já sabe. Você pode continuar a pensar e viver assim como está. A decisão é sua. Ou, pode levantar-se do seu lugar, procurar o velho e a velha que Deus lhe deu como pai, mãe, avô, avó, tio, tia, vizinho, vizinha, ou outros velhos e velhas que vivem próximo de você e começar apenas com um “Vim aqui lhe dar um abraço!”

Destaque deste autor: O texto contém – reunidas aqui, do título ao destaque – muitas vezes as palavras velho, velha, velhos, velhas, velhinho, senhor, ancião, idoso, terceira idade… A repetitividade é proposital. Uma das formas sadias de mudar nossos conceitos e forma de pensar é acostumar-se com a idéia: velho, velha… irá chegar o dia que, se Deus permitir, quero ser um ou uma.

Em vez de se preocupar com o que será de você quando ficar velho, acostume-se à idéia como se estivesse chegando o momento em que passará da adolescência à juventude. Velho é um nome que se dá ao tempo decorrido de alguma coisa qualquer. Você não é uma coisa, mas um ser. Que seus dias de vida sejam longos e seja um velho, uma velha feliz!


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