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A Fada Sissym, a bananeira e o susto que passei

A Sissym me ligou ontem e parecia que estava meio em polvorosa. De um lado estava uma fada que precisava de ajuda, porque o filho de uma amiga estava num lugar e pensou que ia encontrar a Fada Sissym. Do outro, alguém com a voz meia rouca, meia de quem está com sono, e não falava coisa com coisa. Na realidade eu mal entendi o que a Sissym estava precisando e queria ajudá-la, mas sem condições. Depois que desligou fiquei pensando nas coisas que fazemos pelas nossas crianças.

Acabei escrevendo sobre o que me aconteceu ontem. Vi um recado onde a Sissym pedia para alguém orar por mim (perdoe-me por não lembrar onde; ontem só consegui ver algumas coisas e, assim mesmo, meio zonzo), pois havia levado um escorregão e estava com muitas dores na coluna. Não querendo que ficassem preocupados comigo, comecei a escrever este recado para a Sissym contando o que aconteceu. Mas, aí, acabou virando um post. Acho que o escorregão não era o mais importante, mas o que me levou a escorregar.

Ontem à noitinha, quando a Sissym me ligou percebeu logo que não estava bem. Voz rouca e meio lerdo, contei-lhe que havia sofrido um escorregão e dado um mal jeito na coluna. Sissym lamentou e compartilhou rapidamente que precisava escrever “algo ainda hoje” (ontem) porque um menininho, filho de uma amiga, estava chorando muito porque a Fadinha Sissym não tinha ido se encontrar com ele. Lamentei por não poder ajudá-la e depois de desligar o telefone fiquei pensando nos malabarismos que fazemos para ver uma criança alegre e feliz.

Contei para a Sonia e ela me disse: “mas ela escreve tudo tão bem! E disse mais: “e fada é o forte dela! Ela é a fada!” E aí concordei com Sonia e fiquei pensando com os meus botões: O que não fazemos pelas nossas crianças? Fiquei tranquilo pela sua compreensão e torci muito para que lograsse êxito nesta “aventura de fada“, onde vale tudo para fazer uma criança feliz.

Imagine a Fada Sissym voando por um lindo jardim e, de repente, vê uma criancinha dentro de um laguinho azul, com água cristalina, porém muito triste. A fadinha voa até ela e ouve sua queixa: “é que eu estou sozinha e queria que alguém ficasse comigo no laguinho!” Prontamente a fadinha chega mais perto e… esbarra com uma das suas asinhas num galho de árvore… Xiiiiii! Não estou conseguindo mais voar! Vou ter que voltar pra minha casinha andando devagarinho! Tchau! Depois eu volto pra fazer companhia a você no laguinho!

Pois bem. Não sou uma fadinha, nem um “fado”. Mas como todo avô, temos um pouco de cada coisa e fazemos de tudo para vermos nossas criancinhas alegres e felizes o tempo inteiro. A queixa que ouvi da Giovanna foi essa mesmo. Ela queria que alguém ficasse na piscina com ela, mas eu não podia. A água fria não me faz bem. Então a convidei para ver a bananeira dando cacho.

– Vamos lá ver a bananeira que “tá” dando cacho? Faz assim: daqui a pouco, quando você não quiser ficar mais na piscina, coloque uma roupinha e vamos lá na casa para ver a bananeira, ok?

– Podemos ir agora?

– É claro que podemos!

Entrei em casa e ia comer alguma coisa. Pretendia tomar um banho e escuto passos na escada…

– Vô, já estou pronta.

– Mas já?

– É, quero ver a bananeira cheia de florzinhas.

– Peraí Giovanna. A bananeira não está cheia de florzinhas. Ela dá… dá… dá… como é mesmo o nome da flor? Ah! A gente se acostuma a comprar banana à dúzia, a quilo, lote, no sacolão, no supermercado… que já nem se lembra de como se chama a flor da bananeira. Tudo bem! A bananeira dá um botãozão que parece um coração e dentro dele ficam as bananinhas tá legal?

– Tá vô, mas vamos lá que eu quero ver logo.

E lá fomos nós. Chegamos na casa, que está em obras, fui mostrando a bananeira para ela. Tiramos fotos, mais perguntas.


– O que é aquilo verde ali?

– Ah! Aquilo é o talo do cacho. É ele que segura as bananinhas até elas crescerem e madurarem.

– E você já viu outro bananeira com bananas?

– Claro que vi! Até tem uma ali.

E quando fui mostrar a outra bananeira, que fica no quintal do vizinho, pisei em falso num monte de pedras e escorreguei só um pouquinho, menos de meio chinelo. Daí tive que voltar para casa e sossegar porque tudo doía, em especial, a região lombar. E assim acabou minha aventura de mostrar a bananeira dando cacho. Giovanna me deu a mão e disse que ia me levar de volta pra casa.

Como já havia tirado, aproveitei para publicar as fotos destas rosinhas lindas.




Hoje estou melhor e feliz. A Giovanna está encantada com a bananeira e está ansiosa para ver as primeiras bananinhas apontarem. Vai fazer um monte de desenhos com as suas colinhas coloridas, enfeitar o “pedaço” e ter muiiiiiiiiiitas historinhas pra contar.

A Fada Sissym voou entre o Brasil e o Japão realizando mais que o sonho de um menino: o de nós adultos também, porque o post ficou D+!

A doutora Sonia teve um dia daqueles. Além de cuidar de um avô dodói, teve também que tomar conta da Giovanna, que ora perguntava pela bananeira, ora se o vovô já estava “legal”!



16 Comments

  1. Até eu entrei no Post Dra Sonia que chique heim???
    Mas, nós fazemos tudo pelas crianças para vê-las feliz e realizadas. Somos avós corujas e adoramos curtir as plantas, as flores e nossos netinhos que são bênçãos para nós.Tuninho esse post ficou nota Mil! Vc deveria escrever livros de história para crianças ,iria fazer sucesso!!!Beijos :o): :9*: 👿 :devil: 🙁 :love: 😆 :grr: :sd2:

    Comentário by Sonia Regly — janeiro 7, 2010 @ 12:37 am

  2. Antonio, tu és a única pessoa que conheço aqui no Dihitt que tem esse dom de se transformar em “irmão”, mas aquele mano que a gente gosta, que quer uma opinião, que deseja esteja por perto para nos sentirmos seguros.

    Parabéns por essa postagem..está coberta do gosto de uma gostosa banana.

    beijos, Maria Souza – Porto Alegre – RS

    Comentário by Maria Souza — janeiro 7, 2010 @ 1:38 am

  3. Antonio, eu tinha certeza que vc ia dizer algo MUITO especial! Tudo que vc sempre escreve é assim! A Sonia é demais… ela é educadora e sabe como nossas cabeças ficam cheias de idéias! Na verdade, eu sabia o que queria fazer, mas eu queria fazer uma brincadeira contando com mais amigos para os meninos poderem VOAR (kkkk) quando clicassem nos links indicados. Então, poderia encontrar mais “MAGIAS”.

    Sabe que eu me senti no lugar de sua neta… mesmo sendo deste tamanho todo… tadinho de vc… eu ia perturbá-lo até me mostrar a bananeiira em flor! (As flores dispõem-se numa espiga terminal, em torno do chamado “coração” da bananeira).

    Pena que vc acabou se machucando… pq eu fiquei curiosa para ver mais…. adorei as fotos!

    Quanto a historia do lago.. muito bom!

    BEIJOS

    Comentário by Sissym — janeiro 7, 2010 @ 1:41 am

  4. Saudações!
    Que Post Fantástico!
    Amigo Antonio Regly, gostei muito do seu relato além de ser encantador voc ê demonstra de forma inequívoca todo o carinho que dispensa aos amigos e a todos os netos e demais familiares.
    As sua fotos estão aprovadas. Nota mil para você!
    Parabéns pelo magnífico Post!
    Abraços fraternos,
    LISON.

    Comentário by LISONN — janeiro 7, 2010 @ 1:49 am

  5. Oi Antônio…. adorei seu blog. Quando era criança ficava no sítio do meu padrinho que tinha plantação de milho e bananeira… as crianças adoravam!
    Espero que você se restabeleça por completo e curta cada fase desta nossa maravilhosa vida!
    Adoro ler seu comentários também, estou aprendendo muito com ele.
    E olha, este seu post só comprovou o que eu venho observando… A Syssim é uma fada maravilhosa…
    Beijo no coração

    Comentário by Valéria — janeiro 7, 2010 @ 2:06 am

  6. Olá amigo Antonio.

    Parabéns pela narrativa. Excelente.
    A Sissym indicou o link e vim ver. Amei.
    Você tem muito jeito para contos. Segue a idéia da Sonia e sairás bem.
    Parabéns também pelas fotos, pois estão lindas. Vou esperar pela foto da bananeira com as pencas de bananas.

    Estou orando por sua saúde. Fique com a graça, a paz, o amor e a proteção de Deus.

    Fraterno e carinhoso abraço,
    Lilian

    Comentário by Lilian Candello Salvadori — janeiro 7, 2010 @ 2:14 am

  7. Antônio,

    Acho que o dia em que eu for avô, vou ser tão coruja e gênio (aquele que realiza tds os desejos) para os meus netos quanto vc. E vou precisar igualmente de uma Fadinha estilo Sissym para me ajudar nas tarefas!! kkkk

    Mas fada apenas parecida com a Sissym, pois ela é inigualável!!

    Abçs!!

    Ebrael.

    Comentário by Ebrael Shaddai — janeiro 7, 2010 @ 3:05 am

  8. Lindo seu post; adorei seu relato. As crianças fazem isso mesmo com a gente. Fazem a gente ver tudo de um modo muito lindo e dão sentido completo à nossa existencia; especialmente os netos.

    Comentário by edilza — janeiro 7, 2010 @ 2:53 pm

  9. Antônio imagino o quanto sua netinha deve ter ficado consternada com o acontecido. Não sou mãe ainda, mais tenho 3 sobrinhas e 2 sobrinhos e quando eles eram pequenos me estrepava mais brincava de um tudo por eles.rsrs Hoje tenho uma afilhada de 4 anos que quando vem aqui em casa é uma semana com dor na coluna. .. mas quer saber vale a pena ,faço com gosto.
    Melhoras para sua coluna meu amigo, sei bem como dói , tenho escoliose. Mas em algusn dias já estará melho tenho certeza. Sobre fadas com a Sissym todos precisamos de uma par anos ajudar com nossas crianças mesmo.
    Beijos !

    Comentário by MárciaCanêdo — janeiro 7, 2010 @ 5:37 pm

  10. Olá Antonio,

    Muito obrigado pela vistia e pelo comentário simpático no meu blog.
    Muito bacana esse post onde você fala da querida fadinha Sys. Ops, essa é a parte legal, mas realmente é preocupante a parte onde você relata sua queda.

    Espero que esteja bem, recebendo os cuidados da netinha e da doutora Sonia.

    Grande abraço!

    Comentário by iúri — janeiro 7, 2010 @ 11:15 pm

  11. Olá António!
    Uma doçura o seu post. Fiquei até com vontade de dar esse passeio para ver a bananeira e conhecer sua neta. Uma fofura mesmo 🙂
    Então,aleijou-se? 🙁 Espero que fique bem depressa 🙂 🙂 🙂
    Estamos com saudades suas na Aldeia. Desta vez,os prémios da blogagem são nota 10000. Se o António concorresse e vencesse,tinha mesmo de marcar passagem,pois ia adorar o prémio 🙂

    Jocas gordas
    Lena

    Comentário by lena — janeiro 11, 2010 @ 5:19 pm

  12. Lindo escrito, tem o sabor do interior do Brasil, e falando da fadinha melhor ainda. abraços

    Comentário by Victor S. Gomez — janeiro 13, 2010 @ 3:00 pm

  13. :o): Olá!! Seu Blog é ótimo! Tudo de bom…. E que família talentosa!! Parabéns! Vou te visitar aqui sempre! Abraços!!!

    Comentário by Margareth Mazetti — janeiro 14, 2010 @ 6:57 pm

  14. As crianças conseguem nos fazer de bonecas e ir brincar no mundo delas. E vc meu amigo Antônio, deve ser um avô daqueles que toda criança sonha pra ficar no meio deste reino encantado.

    Comentário by Valéria Mello — janeiro 14, 2010 @ 11:21 pm

  15. Antonio, ainda não tenho filhos, mas tenho um primo de 3 anos que me leva a fazer por ele coisas quase absurdas – como caretas em praça pública – só para lhe arrancar um sorriso.

    O que seria de nós sem as crianças?

    Comentário by Luciano A.Santos — janeiro 23, 2010 @ 1:32 am

  16. Olá Antonio

    Visitando o blog de um amigo, depois de outro, cheguei aqui no seu.
    Acho que não o conhecia, é novo? Quando eu ainda estava no Dihitt, me parecia que seu blog era outro… mas enfim… excelente história.
    Sabe, meu pai é tão coruja com meu filhote quanto vc. Acho incrível e lindo! A infância passa tão rápido, não é mesmo? Brincar com as crianças é voltar à infância outra vez.
    Espero que tenha melhorado da dor do tombo.

    Abraços.

    Comentário by Sandra Franzoso — janeiro 23, 2010 @ 4:50 pm

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