Recebi o convite para “tomar ciência” – expressão comum aos candidatos de um concurso – do edital para o Concurso Público no diHitt. Li o regulamento. Gostei do post, onde o candidato deverá comentá-lo. Em seguida, torcer para que ele seja o 26º. Mas como? Quem ganha sempre o prêmio não é quem chega em primeiro? Pois é, nesse concurso o prêmio é para quem chega em 26º.

A notícia da Maria Souza – Porto Alegre – RS (sua marca registrada) “MARIA SOUZA” À “MARIA FUMAÇA”, ao que parece, ainda não deu o que falar, acredito eu por alguns pequenos detalhes.
Onde se lê: “não deu o que falar”
Leia-se: “não apareceu o 26º comentário… AINDA”.
E lá vão os por quês:
Da diversão
Artigo 1º: Porque a palavra concurso é um caso sério em o nosso País. E como não podia deixar de ser, o da Maria tem também tem um edital, com regulamentos a serem cumpridos. Uns dizem que não participam de concursos, “porque é difícil”; outros, “porque não tem tempo para estudar”; alguns, “que não adianta fazer”, porque é “carta marcada”; e, além destas e muitas outras, “porque não tem padrinho ou pistolão”. Esta última, palavra feia e assustadora nestes dias de violência… rs).
Artigo 2º: Porque a Maria Souza não é a própria maria-fumaça. Ela apenas põe lenha na caldeira do diHitt. Este, está com um foguista “marcha-lenta” – melhor dizendo, puxavante travado, também chamado robô.
Artigo 3º: Porque pa-re-ce que ninguém deu muita bola para o post. Mas, é como denorex: parece, mais não é. Pois muita gente já leu e está fazendo de conta que não leu. Abre o diHitt, cola o link do post na barra de endereços, e conta quantos comentários tem: “Ah! Ainda tá (e não está) longe! Ainda falta uns… e vai lá e conta: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24 até a hora deste post.
§ primeiro: os comentários da Maria não contam, portanto, volte lá e conte de novo.
§ segundo: recontando os comentários, até a hora do post, apenas 11 haviam comentado o post… (Ha!Ha!Ha! A Maria só respondeu, e não conta… AI! eu aperto o meu pescoço!… rs).
Artigo 4º: Porque o “deu o que falar” é o 26º comentário, que ainda não foi feito, está claro? Este
sim, vai vai dar o que falar, porque terá muitos assuntos, gargalhadas e chororôs… Ah! Ia me esquecendo, terá também o prêmio.
§ primeiro: Dos assuntos, gargalhadas e chororôs: “foi hilário”, “Ah! Queria ganhar!”, “Poxa! Perdi por um comentário!”
§ segundo: GANHEI! FUI O 26º (quem não foi, arranque os cabelos). E, aí, a Maria virá com todo o seu jeitinho e dizer: “Daqui a pouco eu faço outro gente! Enquanto isso, tome um chimarrão tri-legal para esperar o próximo”.
Das reflexões
Artigo 1º – A vida é muito bela. É um dom de Deus. É para ser vivida, para si e para o próximo, como o mandamento: “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 19:19).
§ primeiro – Glorifique a Deus com o seu viver. Glorificar a Deus é ser-Lhe grato por todas as coisas: por ter nascido; por ser ímpar, nem mesmo os gêmeos monozigóticos são iguais; por ter vivido até aqui; por não ter tudo, mas por ser quem é.
Ensina-nos, assim, o Salmista: “Bom é render graças ao Senhor e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo! Anunciar de manhã a tua misericórdia e, durante as noites, a tua fidelidade” (Salmo 92:1-2).
§ segundo: Há coisas, momentos e situações, no presente ou no passado, que acontecem, surgem ou vivenciamos, que se assemelham às amarras que seguram a âncora de um navio. Mesmo que queira partir, o navio só seguirá avante se as amarras forem puxadas e levantar a âncora. Assim acontece com a vida da gente algumas vezes.
Levantar âncora, implica, em certas ocasiões, não olhar para trás, não considerar o que lhe fizeram, a afronta, o dano e a ofensa recebidos. É dizer para si mesmo: “Preciso seguir em frente”. É nestas horas que fazemos como a maria-fumaça que, aos poucos, vai soltando o puxavante, deixando a estação. Fazemos como a Maria Souza, que pegou a maria-fumaça, sentiu a brisa no rosto; se sentiu como criança; que esqueceu os problemas por alguns (ou muitos) instantes e abeberou-se da vida.
Andei de maria-fumaça, a locomotiva, apenas uma vez. Senti o cheiro da fumaça, o sacolejar do vagão e o solavanco da partida. Mas tenho andado de marias-fumaças algumas vezes, nestes meus 51 anos, mesmo em plena época do metrô ou do trem-bala. E, com a graça de Deus, chegado ao destino: da diversão às reflexões; das reflexões, ao aprendizado.
Artigo 2º – Compartilhe os bons momentos. Compartilhar envolve mais alguém, o outro. Ainda que seja por telefone, por email ou através de um post, compartilhe. Fiz a viagem com a Maria, não a fumaça, mas a Souza e pude olhar da minha janela que lá estavam também a sua mãe e suas irmãs.
§ único – Compartilhar implica numa decisão: dividir o que é seu, o que está com você, e dividir com o outro. Despojar-se de qualquer sentimento de que vai perder ou vão tomar de você, porque é singular. Não haverá outro igual, extamente igual – aconteceu agora, virão outros melhores ou, no máximo, parecidos, semelhantes… – porque este que você viveu é seu por excelência. Observe, quantos viajaram na maria-fumaça da Maria Souza? E quantos ainda viajarão por ela?
Artigo 3º – Premie o outro, o seu semelhante. Que seja com um simples “Olá!”, um abraço ou sorriso, mas premie. Geralmente quando vamos a algum ponto turístico procuramos um suvenir para oferecer àqueles que amamos. Premiar é recompensar. O prefixo “re” – de re-compensar – designa “repetição; intensidade; reciprocidade.
§ único: Um prêmio pessoal concede ao outro um pouco, ou muito, do seu doador. Ele faz com que o premiado
se lembre do momento em que recebeu e da pessoa que o concedeu. Se premiar com frequência – a recíproca é verdadeira e assim se aplica – receberá o mesmo ou tantos mais prêmios, na mesma proporção que será lembrado por todos que estão ou estiveram com você.
Eis porque o “Maria Souza” à “maria-fumaça” ainda não deu, mas estou certo de que dará muito o que falar.












































